Samstag, 10. Oktober 2015

Das Baterias Inauguratórias

Tem momentos na vida, que tudo que precisamos é de um dia inteiro de pijama. Sem ver pessoas, sem sair do seu quadrado. Como a bateria do celular ou do carregador, que inevitavelmente em algum momento precisa ser esvaziada até o fim e recarregada até o máximo. Pra realinhá-la.

Esgotei. Visto, permanência, ensaios, burocracias, visto do namorado, frustrações, volta das aulas, chegada do meu quarto outono europeu e com ele a quarta escuridão, e a primeira má-vontade real de passar por isso.


Talvez seja o efeito da nossa sociedade pós moderna, das harmonias tonais ou da ópera no meu sangue, mas pra mim, é legal se a vida corre como um filme, ou um seriado de tevê - vamos dizer como uma forma sonata, pra fazer jus ao meu ofício: alguns temas, contrastantes, que dialogam entre si e formam a personalidade da sua sonata, um desenvolvimento com momentos de conflitos harmônicos, verdadeiros sofrimentos dignos de tonalidades ambíguas, possivelmente até mais de um clímax. Mas sabemos que uma hora as coisas se resolvem e ficam bem, e terminam com a tônica ou uma variação agradável dela. O que eu não quero, é que tipo, a minha vida seja aquela série ruim que a temporada não foi renovada porque simplesmente não deu liga, não tinha muita graça. A sonata abortada que o desenvolvimento ficou curto demais e o tema surgiu antes da hora.

A velha vontade atávica da nossa identidade física temporária de ter alguma importância rs.

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